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Segunda-feira, Fevereiro 2

Dia 28 de Fevereiro Transmissão da Rádio Luta 102,1 FM

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Segunda-feira, Janeiro 26

Moção de Apoio ao Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil

Moção de Apoio ao Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil

A União Nacional dos Estudantes, com suas entidades de base (CA’s e DA’s) reunidas no 12º CONEB da UNE, nos dias 17 a 21 de janeiro de 2009 em Salvador/BA, se posiciona em defesa dos trabalhadores das Fábricas Ocupadas do Brasil, que lutam duramente há mais de seis anos em defesa de seus empregos e pela Estatização das fábricas sob controle operário.

A Ocupação de fábricas é um justo instrumento de luta dos trabalhadores em defesa de seus empregos e contra as crises e falências de fábricas, fruto da administração dos capitalistas.

Dessa forma a UNE exige o fim da intervenção judicial nas fábricas CIPLA e Interfibra, em Joinville/SC. Que em maio de 2007 completaria cinco anos de ocupação sob controle operário da produção quando sofreu a Intervenção judicial e militar que cobrava uma divida deixada pelo antigo patrão. Apoiamos também a heróica luta dos trabalhadores da FLASKÔ, fábrica de Sumaré-Campinas/SP, que ainda hoje continua ocupada sob controle operário, mostrando a força e resistência dos trabalhadores em defesa de seus empregos.


Sexta-feira, Janeiro 16

TRANSMISSÃO DA RÁDIO LUTA 102,1 NESTE SÁBADO

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É com grande satisfação que iremos participar da Festa de 2 anos de resistência do Acampamento Zumbi dos Palmares do MTST na cidade de Sumaré. Gostaríamos desde já parabenizar esses bravos trabalhadores que lutam por moradia. Uma grande saudação a todos e todas, pais e mães de família do Acampamento. Podem contar conosco.
É muito importante frisar que haverá uma transmissão ao vivo feita pela Rádio Luta 102,1 FM da Fábrica Ocupada Flaskô.
Quem não puder está presente, sintonize-se na transmissão.

Quinta-feira, Janeiro 15

ESTATIZAÇÃO E REESTATIZAÇÃO SOB CONTROLE OPERÁRIO
















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E leia a matéria de uma grande mobilização em Minas Gerais onde os trabalhadores da Flaskô foram apoiar



Quinta-feira, Dezembro 11

Moção da Flaskô à fábrica ocupada nos EUA

Nós, trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô, do Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil, tomamos conhecimento da brava luta dos companheiros da fábrica Republic Window & Door de Chicago que ocuparam a planta da fábrica exigindo o pagamento dos salários atrasados e indenizações que deve a empresa. Nós sabemos que por toda a parte esta é a política dos patrões, inclusive nos EUA mesmo, como vossa própria luta o demonstra.
É um passo fundamental a retomada das heróicas lutas do proletariado norte-americano que sabe que pode contar com toda a solidariedade dos trabalhadores do Movimento das Fábricas Ocupadas no Brasil.
Sabemos que depois de anos de lucros e mais lucros os patrões agora jogam nas costas dos trabalhadores a sujeira da sua farra. Não aceitaremos, e vossa luta nos dá muita força para continuar resistindo aqui na Flaskô como um exemplo de luta.
Há 5 anos resistimos à tentativa do patrão de fechar a fábrica, como vocês, ocupamos a fábrica, iniciamos a produção sob o controle democrático dos trabalhadores.
Neste sábado vamos realizar um grande encontro no qual informaremos ao conjunto dos participantes sobre a situação nos EUA e sobre vossa luta, contem conosco.

Uma ofensa a um é uma ofensa para todos!

Pedro Santinho
Coordenador do Conselho da Flaskô
Movimento das Fábricas Ocupadas

Venezuela: trabalhadores da VIVEX ocupam fábrica e exigem sua nacionalização!

Por Jorge Martin


Chávez lançou um apelo para que os trabalhadores ocupassem as empresas que tinham problemas para pagar os salários e demais direitos. Os trabalhadores da Vivex deram o primeiro passo.


Os trabalhadores da VIVEX novamente estão em luta. Na Sexta-Feira, 21 de Novembro, como parte de uma luta prolongada, 360 trabalhadores da VIVEX ocuparam a fábrica no distrito industrial de Los Montones em Barcelona, no estado de Anzoategui. (Venezuela). A fábrica produz vidros para a indústria automobilística e os trabalhadores estão pedindo ao presidente Chávez que a nacionalize.


A principal razão para ocupar a fábrica foi o não pagamento dos abonos (prêmios por produtividade) que estão incluídos no acordo de negociação coletiva. Segundo os dirigentes sindicais José Angel Hall, Darwin Wilche e Pablo Cumana: "a empresa disse que está em quebra e se nega a pagar os 120 dias de abono aos quais os trabalhadores têm direito". A empresa disse aos trabalhadores que lhes pagaria 15 dias, os trabalhadores responderam que a empresa devia tornar público seus livros de contas para comprovar se realmente tivera perdas ou não.


O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Vivex (Sintravivex), Jean Sabino, informou que os trabalhadores haviam "ocupado o controle de operações da empresa porque o pessoal administrativo ausentara-se voluntariamente". O dirigente assinalou que os trabalhadores continuam trabalhando normalmente, porém não poderia garantir a distribuição de produtos acabados até que a situação legal da empresa não esteja clara.

A fábrica Vivex tem funcionado, durante a maior parte do ano, em apenas 50% de sua capacidade, utilizando a desculpa de que lhe falta acesso a uma moeda forte para comprar matérias primas. Isso provocou um efeito negativo em outras empresas automobilísticas, reduzindo a linha de produção, particularmente na Toyota e Mitsubishi (MMC).


O secretário geral do sindicato de trabalhadores da MMC, Félix Martínez, rechaçou as declarações de que a empresa está em bancarrota: "Somente neste ano foram fechadas seis empresas de componentes automotivos e foram reabertas pelos mesmos proprietários como 'cooperativas', esse é o meio para romper os contratos com os trabalhadores". Também demonstrou seu apoio aos trabalhadores da Vivex e advertiu a MMC de que ela não poderia adotar medidas similares contra seus próprios trabalhadores. O dirigente do Sintravivex, Jean Sabino, explicou que os trabalhadores estão "exigindo a intervenção do Estado para que possamos seguir produzindo com normalidade, porém sob controle operário".


No dia 26 de Novembro, o coordenador regional do Ministério do Trabalho, Alí Vélez, tentou entrar na empresa com os representantes da mesma, com a intenção de realizar reuniões. José Ángel Santoyo, um dos trabalhadores que participa da ocupação explicou que: "não aceitamos que eles entrassem porque não confiamos em Vélez, sabemos que está mancomunado com a empresa e não seria a primeira vez que iniciaria uma reunião de conciliação e depois a abandonaria". Insistiu que eles somente falariam diretamente com o Ministro do Trabalho, Roberto Hernández.


No dia 1º de Dezembro, Segunda-Feira, os trabalhadores marcharam até a Assembléia Legislativa Estadual, onde se reuniram com uma delegação de deputados estaduais convidando-os para que se dirigissem a todos os deputados estaduais no dia 4 de Dezembro, Quinta-Feira. "Nós entregamos um informe detalhado para o presidente Chávez", dizia um representante dos trabalhadores, José Ángel Hall, "explicando todos os abusos dos proprietários que participaram na conspiração do lockout patronal petroleiro e agora fazem o mesmo com os trabalhadores".


Durante a manifestação, o secretário geral do sindicato, Jean Carlos Sabino, mencionou a declaração de Chávez de que as "empresas que rompam os direitos dos trabalhadores ou não lhes paguem, deveriam ser expropriadas", pediu ao governo nacional que atuasse imediatamente. Acrescentou que o conflito já não era simplesmente por questões trabalhistas e que os trabalhadores "decidiram ir mais adiante que isso: estamos exigindo a expropriação da empresa, que seja nacionalizada sob gestão e controle operário".


Com a desculpa de "garantir o direito ao trabalho" aos trabalhadores dos escritórios e pessoal da direção, a empresa havia pedido para um tribunal que lhe fosse permitida a entrada na fábrica. Porém, na Quarta-Feira, 3 de Dezembro, os trabalhadores da Vivex impediram o pessoal da justiça e da polícia, que eles entrassem na fábrica e que rompessem os cadeados.


Agitação na indústria automobilística


A situação em toda a indústria automobilística é de agitação. Na Quarta-Feira passada, os trabalhadores da OCI Metalmecânica, em Valencia (estado de Carabobo), deixaram de trabalhar meio dia de trabalho para protestar contra a ruptura unilateral dos acordos de trabalho, por parte da empresa. Gustavo Martinez, secretário geral do Sutrafauto sindicato dos trabalhadores nesta empresa que fabrica tanques de combustíveis, na sua maioria para a Chrysler, declarou que a empresa não pagou as horas extras de novembro, quando deveria tê-lo feito. Avisou que, se na Segunda-Feira, 1º de dezembro, não pagarem as extras, os trabalhadores paralisarão a produção.


Os trabalhadores da fábrica Toyota, em Cumaná, Estado de Sucre, também protestaram contra a decisão unilateral da empresa de colocar um de seus turnos de trabalho em férias não remuneradas. Argenis Vazques, um dos dirigentes do sindicato Sintratoyota, disse que esta medida não teria nada que ver com os problemas da Vivex, como alegava a empresa, senão que teria que ver com a superprodução: "O pátio da empresa está cheio de carros montados, a empresa tenta reduzir o estoque e quer que se danem os trabalhadores". Vasquez explicou que o gerente da empresa havia impedido sem razão alguma que o assessor do sindicato entrasse na fábrica. "Não podemos permitir que isso ocorra" disse ele. Ao final a Toyota aceitou não colocar ninguém de férias.


Na fábrica da Ford, também em Valencia, os trabalhadores também estão protestando porque a empresa quer romper o acordo coletivo e não permitir que trabalhadores acrescentem seus dias livres às férias. O representante do Sintraford, sindicato local, Juan Aguilar, no dia 3 de Dezembro, disse que se não resolvessem o problema imediatamente convocariam a greve.


Os conflitos na indústria automobilística na Venezuela estão inseridos no contexto do "PLAN VENEZUELA MOVIL", um acordo entre o governo e as empresas automobilísticas introduzido em 2005. O objetivo do plano era desenvolver a indústria automobilística venezuelana (baseado principalmente na montagem de componentes produzidos em outros locais), para permitir aos consumidores ter acesso e comprar carros a um preço razoável e com boas condições de financiamento e, deste modo, seriam criados mais empregos. O plano consistia na isenção de impostos para a venda de carros e também para as empresas que se comprometessem a aumentar a porcentagem de peças produzidas no país para determinados modelos inseridos nesse plano.


"Venezuela Móvil", como explicam os dirigentes sindicais, realmente foi um desastre completo. Apesar do aumento da demanda de automóveis na Venezuela, as empresas se negam constantemente a investir em sua capacitação. Somente aproximadamente 10% dos automóveis vendidos em 2007 na Venezuela foram fabricados no país, os demais foram importados ou na maioria têm seus componentes importados. Os dirigentes sindicais do setor denunciaram também que, apesar das empresas terem ganhado mais ou menos 600.000 bolívares fortes pela isenção de impostos, estas empresas estão constantemente rompendo os acordos das negociações coletivas.


Eduardo Samán, do serviço de arrecadação de impostos SENIAT, tem denunciado em diversas ocasiões os exemplos de empresas que, burlando os termos do acordo Venezuela Movil, vendem os carros a preços mais elevados. Eduardo Samán afirma que "somente com a incorporação dos representantes dos trabalhadores no controle dos livros de contas" é que se pode solucionar a situação.


Esta situação demonstra a natureza parasitária do capitalismo. Como assinalava Rubén Linares, dirigente da UNT (União Nacional dos Trabalhadores, em construção na Venezuela), "um plano para renovar a frota de veículos utilizados nos transportes coletivos geraria 35 mil novos empregos no setor".


O fracasso da política reformista


O "Plano Venezuela Móvil" foi um dos projetos carro-chefe dos reformistas no governo Chávez e propagandeava a idéia de que a economia mista com um certo nível de intervenção federal era a alternativa. Buscaram a colaboração com os capitalistas privados para tentar reativar a economia, criar empregos, etc., porém está claro que fracassaram. É o momento de avançar até a nacionalização de toda a indústria automobilística e que ela seja dirigida sob controle democrático dos trabalhadores para produzirem automóveis ao mercado e também para resolver os sérios problemas dos transportes públicos que vive o país. O que se aplica para a indústria automobilística se pode também aplicar para o resto dos setores de propriedade privada da economia venezuelana.


O presidente Chávez, na Segunda-Feira, lançou um apelo para que os trabalhadores ocupassem as empresas que tinham problemas para pagar os salários e demais direitos. Os trabalhadores da Vivex atenderam a esse apelo. Durante meses os trabalhadores da indústria têm organizado assembléias nacionais para coordenar suas ações, inclusive uma reunião importante de 600 trabalhadores em junho do ano passado, na qual falou Alan Woods da Corrente Marxista Internacional, entre outros oradores. Alan Woods insistiu no papel da iniciativa dos trabalhadores na luta pelo socialismo. "Aqui na Venezuela, muitas pessoas olham para cima esperando que o presidente Chávez resolva seus problemas... é o povo e os trabalhadores que devem impulsionar, desde as bases, a revolução para frente, com a tomada e ocupação das fábricas para expropriar os capitalistas".


Agora, os trabalhadores da Vivex deram o primeiro passo, obrigados pelas provocações dos empresários. Para que sua luta tenha êxito, necessita estender-se para outras empresas automobilísticas, onde já estão maduras as condições. Os trabalhadores também devem enquadrar seu conflito, como fazem corretamente, não simplesmente como um conflito por salários e condições de trabalho, que também são, mas também como parte da luta entre a revolução e a contra-revolução. Deste modo podem obter o apoio de toda a população, além do apoio da classe operária em geral.


O governo nacional deve intervir de um modo audaz e nacionalizar a empresa sob controle dos trabalhadores. O presidente Chávez iniciou uma campanha para reformar a constituição para que ele possa concorrer de novo ao cargo. Esta é outra batalha importante, porém não se pode ganhar nada sem um movimento decisivo até o socialismo.


Enviar mensagens de solidariedade aos trabalhadores da Vivex para:

Freteco: frentecontrolobrero@gmail.com

Sindicato Nueva Generación, MMC: sindicatonuevageneracion@gmail.com

Trabalhadores da Flaskô, da Vila Operária e do MTST unidos!

Prefeito Bacchin tem que atender o povo: moradia, água, regularização e emprego, já!


A ocupação Zumbi dos Palmares do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no Jd. Denadai em Sumaré/SP sofreu reintegração de posse, ontem (11/12).


O governo municipal de José Antônio Bacchin (PT) se recusou a desapropriar a área para fins de moradia popular - sendo que o terreno estava abandonado há mais de 20 anos - e apoiou o despejo, realizado com tratores e força policial.


Além disso, o diretor de Habitação da Prefeitura, Sr Sebastião, como se fosse coronel da PM, continua ameaçando o MTST, afirmando que não aceita ocupações, passeatas e mobilizações! Um absurdo! O papel da Secretaria de Habitação é construir casas populares e não de expulsar o povo e tentar impedir sua organização.


Agora, milhares de famílias terão que voltar a morar de aluguel ou de favor e centenas estão desabrigadas!


A única coisa que a Prefeitura fez foi um cadastro que só serve para tentar enrolar o povo, pois não existe um programa de construção de casas populares capaz de atender as milhares de famílias necessitadas.


Mas, a luta continua, cerca de 100 pessoas que não tinham para onde ir, estão provisoriamente acampadas na Vila Operária e Popular (bairro construído pelos trabalhadores da fábrica e pelo povo no terreno que pertence à Flaskô).


O MTST, a Flaskô e a Vila Operária e Popular estão unidos para manter a luta por moradia em andamento. A unidade também fortalece as reivindicações por emprego, por rede de água e esgoto, regularização do bairro e serviços públicos para todos.


Afinal, não é de hoje que o prefeito Bacchin tem prometido ajudar a salvar os empregos na Flaskô. Também não é de hoje que o prefeito Bacchin tem prometido infra-estrutura para a Vila Operária e Popular.


A isso se soma a geral falta de água na cidade. Todos os bairros populares do município estão sofrendo com o desabastecimento. Há lugares que não sai água das torneiras faz uma semana!


Uma pauta unificada e os próximos passos da luta serão debatidos no Encontro Operário e Popular que ocorre neste sábado, dia 13/12, a partir das 9h, na Flaskô. E todos estão convidados a se somar conosco nessa luta!

Ocupação de fábrica nos EUA

escrito por David May (Socialist Appeal - Corrente Marxista Internacional/EUA)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008


Na sexta-feira, uns 300 trabalhadores da fábrica Republic Window & Door de Chicago ocuparam a planta da fábrica exigindo o pagamento dos salários atrasados e indenizações que deve a empresa. Pela primeira vez desde o nascimento da federação sindical CIO nos anos trinta, os trabalhadores norte-americanos ocupam seu centro de trabalho.


Quando os empresários pressionam para impor o ônus da crise da economia sobre os ombros dos trabalhadores, a luta de classes retoma nos EUA. Os majoritariamente 300 militantes latinos do United Electrical Workers (UE) começaram a ocupação antes que os empresários fechassem a fábrica. A empresa avisou aos trabalhadores do fechamento com menos dos 60 dias necessários, violando as leis trabalhistas federais.


A empresa informou que seus lucros mensais tinham caído aproximadamente um 25 por cento, a 2,9 milhões de dólares. Mas a empresa continuava recebendo pedidos até o último dia previsto de funcionamento, assim, os trabalhadores duvidaram da necessidade que a empresa tinha de fechar suas portas.


A direção de Republic disse aos trabalhadores que era necessário fechar a

empresa para conseguir empréstimos de seu principal credor, o Bank of America. Os trabalhadores de UE organizaram um piquete em frente à sede do Banco em Chicago em 3 de dezembro. Apesar de que o banco e a direção de Republic pediram ao sindicato 1.110 do UE uma reunião para discutir as indenizações e outras questões, a reunião foi sabotada quando a empresa não se apresentou. Os trabalhadores responderam ocupando a fábrica.


O Bank of America era um dos bancos mais grandes que participou no gigantesco plano de resgate de 700.000 milhões de dólares aprovado pelos partidos Democrata e Republicano no Congresso no passado mês de outubro - que também foi apoiado tanto por Barack Obama como por John McCain. Apesar de conseguir bilhões dos contribuintes - trabalhadores em sua maioria - os banqueiros negam-se a utilizar o dinheiro público para outra coisa que não seja o lucro privado. Essa é a penosa realidade do capitalismo!


A outra cara desta realidade é que não se podem conseguir concessões significativas dos empresários, inclusive algo tão básico como uma indenização salarial, exceto mediante a luta de classes. Deveríamos perguntar que se o Bank of America está "a resgatar" com dinheiro público, por que não é de propriedade pública? Se Republic acede à ajuda pública, este dinheiro deveria ser utilizado para manter aberta a fábrica e os empregos dos trabalhadores.


Se não há margem para que os empresários continuem fazendo lucros, então a fábrica deve ser de propriedade pública e sob o controle democrático dos trabalhadores, sem nenhum tipo de compensação para os empresários e eliminando o motor que supõe o lucro. Enquanto a única maneira em que os trabalhadores podem receber a indenização e o dinheiro que lhes devem é mantendo a ocupação até que a administração e o Bank of America cedam.


Esta ocupação da fábrica é um exemplo para milhões de trabalhadores de todo EUA que se enfrentam a um aumento em massa das demissões, fechamentos de empresa, diminuições salariais e de benefícios. Já se organizaram assembléias de solidariedade na zona de Chicago. As federações sindicais AFL-CIO e Change to Win deveriam mobilizar o movimento operário de todo o país em apoio aos trabalhadores de Republic.


Uma ofensa a um é uma ofensa para todos!


A Workers International League se solidariza com o sindicato 1.110 do UE.

Pedimos a nossos leitores e seguidores que enviem mensagens de solidariedade, pedimos que nossos sindicatos aprovem resoluções e organizem atos de solidariedade.


Podem-se enviar mensagens de solidariedade ao Local 1.110 do UE ao seguinte endereço:

leahfried@gmail.com


Veja mais em:

A IMPA é dos Trabalhadores e do Povo!

Publicamos a tradução da declaração que foi difundida pelo Movimento Nacional de Empresas Recuperadas (MNER) a todo o movimento operário na Argentina e em outros países, após a votação pela expropriação da IMPA pela Câmara de Buenos Aires.

Na quinta-feira, 04 de Dezembro de 2008, os trabalhadores do MNER (Movimento Nacional de Empresas Recuperadas) conseguiram que a Legislatura Portenha (de Buenos Aires – capital da Argentina) sancionasse a lei que declara os imóveis da fábrica recuperada IMPA como de utilidade pública e sujeitos a expropriação.


Os dez anos de luta, a história da Impa, a justeza da reivindicação e a compreensão de que não havia outro caminho para resolver o conflito sem violência - já que sabiam de nossa decisão de resistir com nossas vidas a qualquer tentativa de despejo -, se viram refletidos no voto afirmativo dos 51 legisladores da cidade que estavam presentes.


A IMPA é uma das primeiras empresas recuperadas da Argentina. Dela surgiu um método de luta diferente que permitiu conservar e criar milhares de postos de trabalho ao mesmo tempo em que deu origem ao Movimento Nacional de Empresas Recuperadas da Argentina.


Nada disso seria possível sem a solidariedade e a luta dos diferentes movimentos sociais nacionais e internacionais, os militantes, as assembléias de bairro, os vizinhos, os educadores, a gente da arte, os militantes do Partido Obrero, do C.C.C. e os milhares de "simples cidadãos" que alguma vez se aproximaram da IMPA para dar uma mão.


Agradecemos especialmente aos trabalhadores da UST (União Solidária de Trabalhadores) por sua ação no dia mais duro, o da repressão; aos colegas do C.E.I.P., educadores e estudantes dos cursos secundários populares; ao colega Serge Goulart coordenador nacional das Fábricas Ocupadas do Brasil que esteve em cada momento difícil da Impa demonstrando a necessidade do internacionalismo dos trabalhadores.


Na IMPA, desde maio de 1998, seus 80 trabalhadores levam a sério o lema: OCUPAR-RESISTIR-PRODUZIR, enfrentando diariamente um mercado capitalista que propõe a concorrência desmedida, à que eles respondem com mais solidariedade, pois concebem que esta supera a concorrência.


Hoje, mais do que nunca, no contexto nacional e internacional que vivemos, a IMPA será exemplo aos milhares de trabalhadores que terão que ocupar as empresas e pô-las a produzir. Ao mesmo tempo, fazer todo o esforço para liquidar o sistema capitalista que nos oprime, para o quê não é suficiente tomar a fábrica e pô-la a produzir. São eles ou nós, não há meio termo.


A IMPA humildemente, enquanto uma empresa recuperada, hoje convoca nosso povo a perder a paciência e sair a lutar. Para isso precisamos que do povo saiam novos dirigentes para esta etapa. Não se concebe uma direção sindical como a atual, que peça ao povo para que pague os salários e o financiamento para as empresas privadas, enquanto deixam as unidades produtivas nas mãos dos capitalistas. Não se pode pedir que se forme um conselho econômico social com a burguesia e a oligarquia provincial representada pelos governadores, para ver como resolvemos a crise para os capitalistas.


Há que tomar as empresas que demitam um só trabalhador, há que expropriar a todos os monopólios formadores de preço para que sejam conduzidos pelo Estado e os trabalhadores, há que lutar pelas 6 horas diárias de trabalho sem redução dos salários, não há que pagar um tostão a mais de dívida externa, há que romper com o MERCOSUL das multinacionais e convocar à proposta de integração entre os povos na perspectiva da ALBA, proposta há vários anos pelo Parceiro Comandante Hugo Chávez.


Eles, os capitalistas, estão cambaleando e há que chegar ao nocaute e isso só é possível nas ruas. Há que convocar à greve com piquetes. Se não o fazemos, seremos cúmplices da próxima barbárie que nosso povo venha a viver.


A IMPA é dos trabalhadores!


Sua luta não se negocia nem se vende!


Marcelo Castillo (IMPA)

Eduardo Murua (MNER)

Quarta-feira, Dezembro 10

Encontro na Flaskô é neste sábado! Compareça!

Sexta-feira, Novembro 28

Jornal das Fábricas Ocupadas - clique para ler. Participe do Encontro na Flaskô, dia 13/12, às 9h


Quinta-feira, Novembro 27

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM (O "MIS") EXIBE FILME DA FLASKÔ

Dia 06 de dezembro (sábado)

Sessão das 19h30m


“Flaskô - Fábrica Sob o Controle dos Trabalhadores”


Rafael Prata (TV COT), 2003, com 20 minutos de duração - A política econômica nas últimas décadas levou ao fechamento de muitas empresas, atraso de salários e demissões. A Cipla e a Interfibra (SC) e a FLASKÔ (Sumaré/SP) são exemplos disso. Só que nesses casos a resposta dos trabalhadores foi ocupar e controlar as fábricas, em defesa dos direitos e dos empregos.

Museu da Imagem e do Som - Palácio dos Azulejos
Rua Regente Feijó, 859 - Centro - Campinas - SP
(19) 3836 7851

Quarta-feira, Novembro 19

Campanha de Adesões à Luta dos Trabalhadores da Flaskô!

Nós, trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô, já recebemos milhares de mensagens de apoio à luta pela estatização sob controle operário, em defesa dos empregos, direitos e o parque fabril.

Publicamos abaixo, uma pequena lista de apoiadores, entidades e organizações que nos apóiam ou já nos ajudaram de alguma forma, no último período.

Envie você também uma mensagem para os trabalhadores da Flaskô! Seja um apoiador do Movimento das Fábricas Ocupadas!


Organizações, parlamentares e personalidades políticas

Corrente Marxista Internacional (CMI)

Esquerda Marxista

Corrente Marxista Revolucionária (CMR/Venezuela)

Partido Movimento Ao Socialismo (PMAS/Paraguai)

Partido Social Democrata da Áustria

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Senador da República Eduardo Suplicy (PT)

Francisco Toro, diretor da Petroquímica Venezuela (Pequiven)

Eduardo Samán, presidente da Indecu (Instituto Defesa do Consumidor – Venezuela)

José Antônio Bacchin, prefeito de Sumaré/SP

Lucíola Rodrigues Jaime, Superintendência Regional SP do Ministério do Trabalho

Deputado Estadual Raul Marcelo (PSOL)

Vereador Adílson Mariano (PT Joinville/SC)

Vereador Roque Ferreira (PT Bauru/SP)

Vereadora Marcela Moreira (PSOL/Campinas)

Vereador Paulo Búfalo (PSOL/Campinas)

Vereador Carlos Signorelli (PT/Campinas)

Vereador Ângelo Barreto (PT/Campinas)

Vereador Geraldo Medeiros (PT/Sumaré)

Vereador Niraldo (PCdoB/Sumaré)

Vereador Dito Lustosa (PCdoB/Sumaré)

Vereador Breno Cortella (PT/Araras)

Renato Simões - Diretório Nacional do PT

Valter Pomar - Diretório Nacional do PT

Edinho – presidente do PT SP

PT SC

PT Joinville/SC

PT Campinas/SP

PT Caieiras/SP

PT Sumaré/SP

PSOL SP

PSOL Campinas/SP

PCB Campinas/SP

Liga Estratégia Revolucionária (LER/QUI)


Entidades sindicais e movimentos operários:

FRETECO – Frente de Trabalhadores em Empresas em Co-gestão e Ocupadas da Venezuela

União Nacional dos Trabalhadores da Venezuela (UNT)

Movimento Nacional de Empresas Recuperadas da Argentina (MNER)

Comissão de Fábrica da IMPA (metalúrgica ocupada de Buenos Aires)

Hotel Bauen (Buenos Aires) - sob controle dos trabalhadores

Fábrica Ocupada Zanon - Argentina

ANTA (Associação Nacional de Trabalhadores em Autogestão/Argentina)

Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA)

Central Operária da Bolívia (COB)

Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros da Bolívia (FSTMB)

Central Sindical do Uruguai PIT-CNT

CUT Autêntica do Paraguai

Cerâmica Itagua, Cerro Guy e demais fábricas ocupadas do Paraguai

Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru

Joe Macharia, sindicalista do setor da construção civil do Quênia

Executiva Nacional da CUT

Confederação Nacional do Ramo Químico – CNQ/CUT

Federação Nacional dos Ferroviários – FNITST/CUT

CUT SP

CUT Campinas

CUT SC

CUT PE

Direção Nacional da Intersindical

Direção Nacional da Conlutas

Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas

Sindicato dos Químicos de Recife/PE

Sindicato dos Químicos Unificados Campinas – Osasco - Vinhedo

Sindicato dos Petroleiros de Campinas

Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Campinas (SINTECT-CAS)

Sindicato da Construção Civil de Campinas

Sindicato dos Pesquisadores de Campinas (SindPq)

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campinas (STMC)

Sindicato dos Trabalhadores da UNICAMP (STU)

Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP)

Sindicato dos Sapateiros de Franca

Sindicato dos Ferroviários de Bauru

Sindicato dos Vidreiros de SP

Sindicatos dos Servidores Municipais de Florianópolis/SC (Sintrasem)

Sindicato dos Metalúrgicos de Garuva e Itapoá/SC

...

Movimentos Sociais

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD)

Movimento Terra e Liberdade (MTL)

União Nacional dos Estudantes (UNE)

Vila Operária e Popular

Associação de Moradores do Parque Bandeirantes

Brigadas Populares - MG

Ocupação Reitoria da USP

União Paranaense dos Estudantes

DCE UNICAMP

DCE PUC Campinas

DCE Universidade Federal de Uberlândia

DCE Universidade Federal de MG

CACH – UNICAMP

Movimento Estudantil da UNESP-FATEC

Juventude Revolução (JR)

Movimento Negro Socialista (MNS)

Grupo de Estudos de Direito Crítico (GEDIC) - PUC/Campinas

Coletivo “Universidade Popular” da UNICAMP

Pesquisadores do Movimento das Fábricas Ocupadas: Felipe Raslan (Mestrado IFCH UNICAMP), Paulo Carioca (doutorando Ciências Sociais UFRJ), Sammer Sam (Economia UFSJ), Josiane Lombardi Verago (Doutoranda Ciências Sociais USP), Bia (Psicologia USP), Gracielli Prata (Ciências Sociais UNESP-Araraquara)....


Grupos artísticos e culturais

Grupo de Rap A Família

Banda Somo Black

Banda Invasão Rasta

Espaço Cultural Dolores/SP

Quinta-feira, Novembro 13

GRANDE ENCONTRO DA FLASKÔ - NENHUMA DEMISSÃO! DESEMPREGO ZERO! ESTATIZAÇÃO SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES!

Participe! Click na Imagem para ampliá-la! Imprima, ajude-nos a divulgar!
Tel: (19) 8164 1971 - (19) 3864 2624
Ajude a Luta pela manutenção de nossos postos de trabalho!
Venha ao nosso "Encontro Operário Popular"
13 de Dezambro de 2008

Sexta-feira, Outubro 24

VITÓRIA! Trabalhadores da Flaskô e Apoiadores conseguem religar a energia elétrica!

A reunião convocada pela Superintendência do Ministério do Trabalho, a pedido dos trabalhadores da Flaskô, terminou com o compromisso da CPFL em religar a energia elétrica nesta sexta-feira (24/10). O corte havia sido feito há uma semana, sem aviso-prévio e rompendo as negociações entre as partes, que estava se desenvolvendo com a intermediação da própria Superintendência. Mas, após a pressão dos trabalhadores e apoiadores da fábrica ocupada Flaskô - inclusive com realização de ato público em frente à CPFL, e com a campanha de moções de repúdio contra o ocorrido - a companhia foi obrigada a voltar atrás e, além de restabelecer o fornecimento de energia elétrica, retomou as negociações exatamente de onde elas pararam.

Resultados

Assim, os prazos para pagamento das contas mensais foram restabelecidos, sem a ameaça de corte imediato por parte da CPFL. Além disso, o pagamento das parcelas das dívidas deixadas como herança maldita dos patrões sobre os trabalhadores fica suspenso até nova reunião, dia 27/11. A proposta dos trabalhadores é pagar esses débitos utilizando créditos de ICMS. A documentação exigida para isso é complexa, mas a comissão de fábrica já está se esforçando para conseguir.

Caso não seja possível quitar os débitos dessa forma, os trabalhadores propõem que 1% do faturamento mensal da fábrica seja destinado ao pagamento dessas dívidas.

Além disso, esgotadas as possibilidades de acordo, a CPFL somente poderá interromper o fornecimento de energia elétrica com aviso-prévio de 15 dias.

Continuar a luta

É claro que esse acordo não resolve todos os problemas da fábrica ocupada, mas diminui os riscos de corte de luz, além de significar uma grande vitória da mobilização unitária dos trabalhadores e aliados da Flaskô.

Para que a situação comece a ser resolvida, de fato, é necessário que o governo Lula retome as discussões com o Movimento das Fábricas Ocupadas, no sentido de estatizar a Flaskô sob controle operário e retirar a intervenção federal na Cipla e Interfibra, estatizando-as também sob controle dos trabalhadores.

Dessa maneira será possível manter os empregos, recuperar os direitos e o parque fabril e organizar democraticamente a produção para atender os interesses dos trabalhadores e do povo.

Agradecimento

Os trabalhadores da Flaskô agradecem ao apoio recebido nesse momento difícil, mas que foi crucial para manter a fábrica aberta, sob controle operário e em luta pela estatização e o socialismo!

Conselho de Fábrica da Flaskô

Trabalhadores e apoiadores da Fábrica Ocupada Flaskô intimam a CPFL em ato público

Cerca de 50 trabalhadores e apoiadores da Fábrica Ocupada Flaskô realizaram nesta quarta-feira (22/10) um ato público em frente à Companhia Paulista de Força de Luz (CPFL) para protestar pela retomada imediata do fornecimento de energia elétrica e pela retomada da negociação (de onde ela parou).

Na segunda-feira (20/10), uma comissão da fábrica foi até a CPFL para conversar, mas a companhia não recebeu os trabalhadores, não confirmou o motivo do corte e nem sequer aceitou protocolar os documentos que a comissão levou. Um funcionário disse que tinha ordens para não receber nada e nem ninguém da Flaskô.

Diante dessa intransigência, no dia seguinte, a comissão procurou a Superintendência do Ministério do Trabalho (DRT/SP), que estava mediando as negociações, para relatar o ocorrido. A DRT resolveu, então, intimar a CPFL a comparecer, em 48 horas, numa nova audiência. O prazo se esgota nesta quinta (23/10), às 14h.

Assim, o ato público marcou a entrega dessa intimação para a CPFL e expressou a resistência e os sentimentos dos trabalhadores e aliados do Movimento das Fábricas Ocupadas.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Sindicato dos Químicos de Campinas, mandato do vereador Paulo Búfalo (PSOL/Campinas), estudantes da UNICAMP e Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH - UNICAMP), Associação de Moradores do Parque Bandeirantes, além de uma delegação de militantes da Esquerda Marxista de SP e Campinas compareceram à manifestação.


CPFL passa ridículo

A intransigência da CPFL beira o ridículo. Ao saber da manifestação, preparou um esquema de segurança para impedir a entrada dos trabalhadores na sala da recepção e passou correntes e cadeado no portão do estacionamento.

Foi preciso conversar com o responsável para permitir que os trabalhadores tomassem água e utilizassem o banheiro da recepção, mesmo assim, a entrada só foi permitida para uma pessoa por vez.

Porém, a humilhação também envergonha quem humilha e os trabalhadores souberam minar a truculência da CPFL com sarcasmo e bom humor. Um dos seguranças ganhou até um apelido... Brincadeiras à parte, com certeza, o tratamento dado aos empresários e banqueiros da região é bem diferente deste, destinado ao povo pobre e trabalhador.


Depoimento marcante

A companheira Carla é esposa do companheiro Tiago, trabalhador da fábrica, e o casal tem uma filha de 6 meses de idade e mora na Vila Operária e Popular, bairro construído pelo povo no terreno que pertence à Flaskô.

Um funcionário da CPFL comentou que estava com dó dela e do bebê pelo sol forte que fazia no momento do ato público. A companheira agradeceu a preocupação, mas pegou o microfone e disparou: "a CPFL tinha que ter dó antes de cortar a energia dos trabalhadores. Eu moro nos fundos da fábrica e uso a mesma luz na minha casa. Como pode uma mãe de família, com um bebê para cuidar, viver no escuro? Tinha comida na minha geladeira que tive que jogar fora porque estragou"!

Além deste, vários outros depoimentos relataram o susto, o perigo, o descaso e o prejuízo causados pelo corte de energia elétrica.


A bola está com o governo

Com a reunião marcada pela DRT/SP, a questão está nas mãos do governo Lula, pois o órgão pertence ao Ministério do Trabalho. Os trabalhadores lutam para dobrar a intransigência da CPFL, mas se o governo não fizer nada na audiência ou for conivente com a empresa, a fábrica ocupada Flaskô poderá ser levada ao fechamento, já que sem energia elétrica não dá para produzir e, sem produzir, não dá para pagar os salários e manter os empregos.

Por isso, em mais um esforço heróico, os trabalhadores da Flaskô convocam, em regime de urgência, um ato na DRT/SP, nesta quinta-feira (23/10), às 14h (Rua Martins Fontes, esquina com a Av Consolação).

Segunda-feira, Outubro 20

SOCORRO CORTARAM NOSSA ENERGIA - VEJA AS MATÉRIAS E AS FOTOS ABAIXO

Nesta quarta-feira, dia 22/10 - Às 11h - Na CPFL Campinas - Rodovia Campinas Mogi-Mirim

Envie moções Urgentemente:
Pedimos a todos os companheiros apoiadores das fábricas ocupadas, todos os movimentos sociais, entidades sindicais, partidos e parlamentares comprometidos com o povo trabalhador a sustentar a luta da fábrica ocupada Flaskô: enviem moções à CPFL e ao Ministério do Trabalho (que está intermediando a questão), exigindo a retomada do fornecimento de energia elétrica e a retomada das negociações (de onde elas pararam).
Gerência da CPFL - Campinas A/C Carlos Alcântara alcantara@cpfl.com.br
Gerência da CPFL - Campinas A/C de Ulisses Guerreiro guerreiro@cpfl.com.br
Superintendência do Ministério do Trabalho/SP
A/C Lucíola Rodrigues Jaime
luciola.jaime@mte.gov.br

CPFL rompe acordo com trabalhadores da Flaskô e interrompe fornecimento de energia elétrica

Nós, trabalhadores da Flaskô, precisamos de socorro e ajuda imediata. A CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) cortou às 18 horas da última sexta-feira (17/10) o fornecimento de energia na fábrica. Precisamos de uma ação imediata e forte para resistirmos mantendo nossos empregos.
Desde o dia 02 de setembro estamos negociando com a CPFL, intermediados pela Superintendência do Ministério do Trabalho de São Paulo. Após reunião entre os trabalhadores da Flaskô e a CPFL, na sede do Ministério do Trabalho de São Paulo, foi acordada a suspensão do pagamento de um acordo no dia 15 de setembro, que depois pagamos para garantir a continuidade da produção. Também foi marcada uma nova reunião para 30 de setembro na sede da CPFL e outra em 07 de outubro no Ministério do Trabalho para dar continuidade às negociações. Na reunião de 30 de setembro, assinamos a suspensão do pagamento do acordo até 27/11, quando faríamos outra reunião tentando viabilizar o entendimento entre as parte quanto à forma de pagamento. Assim, ficou acordado também suspender a reunião com o Ministério do Trabalho do dia 07/10.
No entanto, fomos surpreendidos com a ruptura do acordo por parte da CPFL que nos cortou a energia sem nenhum aviso prévio. Parece-nos que a CPFL simplesmente estava interessada em cancelar a reunião no Ministério do Trabalho para nos atacar, pois sabe que toda a questão se concentra na discussão da luta pelos empregos e pelos direitos. Confirma-se ridícula a afirmação de “responsabilidade social” por parte da CPFL, escondida atrás de fraudulentos espaços culturais que serve somente para ter isenção de impostos.
Nossos empregos estão em risco caso a energia não seja religada imediatamente. Há quase um ano e meio a CPFL cumpriu o mesmo papel nefasto, cortando a energia na fábrica depois do pedido do fascista do Interventor da Cipla e foi obrigado a retomar as negociações com os trabalhadores da Flaskô, após ficar provado a fraude da intervenção na Flaskô. Um ano atrás, vencemos, depois de muita dor e sofrimento durante 40 dias, mas nunca recuperamos os prejuízos que, na realidade, deveriam ser pagos pela CPFL.
Por isso não podemos aceitar essa ação desleal da CPFL. Precisamos de todo o apoio para retomar o fornecimento de energia na fábrica, com a mais ampla solidariedade em defesa da trincheira que a luta dos trabalhadores da Flaskô fincou na luta contra o desemprego.
Assim decidimos adotar uma série de medidas sendo a primeira delas o pedido de solidariedade a todos os trabalhadores e trabalhadoras em todo o Brasil para o envio de moções de apoio direcionadas à CPFL, solicitando o restabelecimento das negociações e, para isso, a retomada do fornecimento de energia para os trabalhadores imediatamente.
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho da Fábrica Ocupada Flaskô
(11) 9930-6383
Fernando Martins
Coordenador Suplente do Conselho da Fábrica Ocupada Flaskô
(19) 8164-1971

CPFL não tem responsabilidade nenhuma com o social!

No momento do corte de energia elétrica, dois trabalhadores estavam em contato com o moinho, o que poderia acarretar em um acidente grave e até mesmo em perigo de morte. No detalhe, peça entalada no meio do equipamento de moer.

Fábrica no escuro é um cemitério de postos de trabalho e prejudica a segurança, que terá trabalho redobrado para defender o patrimônio dos trabalhadores.

Produção interrompida significa perda de clientes, pois os trabalhadores não conseguirão entregar as peças solicitadas. Sem faturamento, não há como pagar os salários e manter os empregos.

Com o corte brusco de energia elétrica, o plástico resfria e endurece dentro das máquinas, o que pode danificar os equipamentos e gerar graves prejuízos. Mesmo que as máquinas não quebrem, os trabalhadores perderão horas e horas até conseguirem fazê-las funcionar corretamente.

Quinta-feira, Outubro 9

RESULTADO DA MANIFESTAÇÃO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO EM SÃO PAULO

Como está retratado na publicação anterior, nossa Manifestação no Ministério do Trabalho em São Paulo foi muito boa e alguns dias depois já nos trouxe alguns resultados: A Superintendente Sra. Luciola, intimou a CPFL (Cia Paulista de Força e Luz) a se reunir conosco no Ministério do Trabalho em São Paulo para que eles tratem os Trabalhadores da Flaskô de maneira diferenciada, pois são operários na gestão da Fábrica, a Flaskô não pode ser tratada como uma empresa qualquer, ou seja, temos que trabalhar sem sofrer tanta pressão e ameaça de corte de energia que nos atinge constantemente.
Após várias propostas inclusive de "perdão" de dívidas antigas, chegamos a uma boa conclusão: vamos ficar dois meses sem pagar a parcela de acordo de pagamento de dívidas antigas, dívidas que se arrastam desde o dia da ocupação há cinco anos atrás. Esses dois meses são de fôlego, afinal, são 30 mil reais por mês de pagamento de dívidas antigas e mais cerca de 40 mil da conta do mês, "ninguém merece". Tem uma outra proposta que muito nos interessa que é pagar essa dívida de acordo com nosso faturamento, 1% do faturamento ao mês, diminuiria em 90% o que estamos pagando hoje. Isso será resolvido mesmo após os dois meses de "carência".
Mas agradecemos todos que juntos com a gente fizeram essa batalha, vamos seguir na luta pela manutenção de nossos postos de trabalho.
Na Foto da reunião no MInistério do Trabalho em São Paulo: representantes da prefeitura de Sumaré e Câmara dos vereadores, Superintendência do Trabalho, CPFL e nós da Flaskô.

Quinta-feira, Setembro 4

Trabalhadores e apoiadores da Flaskô ocupam Ministério do Trabalho em SP

Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
Uma caravana de várias regiões do estado se reuniu na Praça da República em SP e, em caminhada, chegou em frente à Superintendência do Ministério do Trabalho por volta das 11h.Além dos próprios trabalhadores da Flaskô e das mulheres da Associação de Moradores do Parque Bandeirantes (bairro onde se localiza a fábrica), compareceram ao ato uma delegação de trabalhadores rurais sem terra (MST) de Limeira e Americana, um ônibus de trabalhadores sem teto (MTST) de Itapecerica da Serra, jovens da Juventude Revolução e do movimento estudantil da UNICAMP e USP, militantes da Esquerda Marxista de SP e Caieiras, Sindicato dos Vidreiros de SP, além de ativistas e candidatos do PT e PSOL, como a companheira Neusi, candidata a vereadora pelo PT de Sumaré e do companheiro Baltazar, candidato a vereador pelo PSOL de SP.Destaque também para a presença do camarada Miranda, candidato a prefeito de Caieiras pelo PT, que mostra o compromisso da candidatura com a luta dos trabalhadores, independentemente da cidade ou país.
Enquanto uma comissão da fábrica ocupada Flaskô e de representantes de movimentos sociais presentes negociava uma audiência, cerca de 200 trabalhadores e jovens ocuparam o salão de entrada do prédio.Utilizando um mega-fone e tambores de plástico produzidos pelos operários como instrumentos musicais, o ato seguiu em clima pacífico e festivo, com muita batucada e palavras-de-ordem. Várias faixas foram esticadas e centenas de jornais do Movimento das Fábricas Ocupadas foram distribuídos para a população que transitava pelo centro de SP.
O governo é o responsável pela manutenção dos empregos. A comissão dos trabalhadores, liderada pelo camarada Pedro Santinho, foi recebida pela superintendente regional, sra Lucíola Rodrigues Jaime. A comissão explicou que a luta é para garantir os empregos e recuperar os direitos. Por isso, a responsabilidade é do governo Lula que, diretamente ou através dos órgãos públicos, deve tomar medidas urgentes para evitar o fechamento dos postos de trabalho. Afinal, manter aberta a fábrica ocupada Flaskô é importante para fortalecer a luta do Movimento das Fábricas Ocupadas pela devolução da Cipla e Interfibra aos trabalhadores e pela estatização sob controle operário. Sem falar que o controle operário na Flaskô, assim como as ocupações por terra e moradia, são exemplos de luta fundamentais para o povo trabalhador brasileiro e se reforçam mutuamente.Audiência garante encaminhamentos práticos A superintendente regional do Ministério do Trabalho, sra Lucíola Rodrigues Jaime, se mostrou preocupada e adotou uma série de encaminhamentos práticos que, se forem levados adiante, poderá aliviar a dramática situação dos trabalhadores da Flaskô.Ela solicitou uma reunião com a Secretaria Estadual do Trabalho e Emprego até o dia 10/09, para envolver o governo do estado no caso. E já convocou a CPFL (companhia de energia elétrica) para uma audiência no dia 17/09, para que os trabalhadores possam rediscutir a redução do preço por kilowat/hora e o oneroso acordo de parcelamento das dívidas anteriores.A DRT/SP se comprometeu ainda a convocar a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANAEL), a Secretaria Estadual do Trabalho e a de Minas e Energia, além do Ministério de Minas e Energia para participar dessa audiência.Vale destacar que o preço praticado pela CPFL é 150 vezes mais caro do que a Vale paga pela energia elétrica que consome. Enquanto os trabalhadores da Flaskô pagam R$ 7,50 o kw/h, a Vale paga só R$ 0,05 o kw/h! Além da absurda conta mensal, os trabalhadores da Flaskô ainda são obrigados a pagar, todo mês, R$ 28 mil de parcelamento de dívidas deixadas pelos antigos proprietários. Isso tem comprometido o orçamento da fábrica, dificultando o pagamento dos salários! E assim não dá para continuar! Outras propostas para manter os empregosA sra Lucíola Rodrigues Jaime ainda vai oficializar o BNDES, a Petrobrás, a Fazenda Nacional e Estadual e a Caixa Econômica Federal (CEF).
A superintendente vai pedir ao BNDES que conceda capital para a compra de matéria-prima, pois sem material para produzir não há como manter os empregos. Na mesma linha, vai também oficializar a Petrobrás para que a estatal compre os produtos da Flaskô.Vai solicitar ainda que a Fazenda Nacional e Estadual unifique as execuções fiscais (de INSS, ICMS, IPI, etc) para que os trabalhadores possam chegar a um acordo que suspenda ou renegocie as dívidas, enquanto não se chega a uma solução definitiva que, para o Movimento das Fábricas Ocupadas só virá com a transformação do passivo deixado pelos antigos proprietários em ativos do poder público, via estatização.
Outro ofício será encaminhado para a CEF, que não aceita receber o FGTS, por exemplo, porque não reconhece a personalidade jurídica dos trabalhadores da Flaskô, ou seja, não reconhece a gestão operária da fábrica. Ocupação da DRT/SP mostra a força dos trabalhadoresEsquecidos pelo poder público e entregue aos leões do mercado capitalista, os trabalhadores da Flaskô encontram enormes dificuldades para manter os empregos. Assim, a ocupação da Superintendência do Ministério do Trabalho, no centro de SP, recolocou na ordem do dia as reivindicações do Movimento das Fábricas Ocupadas e a proposta de estatização sob controle operário. As autoridades vão ter que responder aos trabalhadores da Flaskô, que lutam por empregos, salários, direitos e condições de trabalho. O ato também foi importante para aprofundar os laços de solidariedade que unem os operários das fábricas ocupadas ao MST, MTST e movimento estudantil. “Quando o trabalhador do campo e da cidade se unir, a burguesia não vai resistir”! “Na greve, na rua e na ocupação, construindo alianças para fazer a revolução”, cantaram os trabalhadores e jovens presentes!

Quarta-feira, Agosto 27

Flaskô em perigo! Ato dia 02 de setembro, px terça-feira


Trabalhadores da Flaskô se reúnem com representantes da Prefeitura

Uma comissão de trabalhadores recebeu na Flaskô o atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal de Sumaré, Alaerte Menuzzo.
Foram duas reuniões. Primeiro, apresentamos nossas propostas, como a municipalização (que poderia ocorrer via desapropriação, em troca das dívidas com IPTU, ISS e outros impostos e encargos que a fábrica deve ao município).
Também colocamos que é possível considerar a Associação dos Trabalhadores da Flaskô “Hermelindo Miquelace” como de utilidade pública (aprovando uma lei na Câmara de Vereadores) para facilitar o recebimento de verba pública.
Outra proposta foi a de considerar a Flaskô um patrimônio histórico e cultural da cidade, como uma maneira de avançar na luta por uma fábrica pública, de responsabilidade da Prefeitura.
No entanto, o foco da reunião girou em torno das necessidades imediatas de crédito e de pagamento de energia elétrica.

Resposta do secretário:
O secretário se comprometeu a tentar marcar uma audiência com o BNDES e de sentar conosco na próxima mesa de negociação com a CPFL. Mas, pediu um relatório social, um balancete financeiro da Flaskô e o estatuto da Associação Hermelindo Miquelace para ter em mãos uma documentação mínima para apresentar ao banco.
Também se comprometeu a elaborar projetos de reciclagem de materiais plásticos que possam ser desenvolvidos aqui na Flaskô e de agendar uma reunião com a gente, junto a empresas químicas de Sumaré, para tentarmos ampliar contatos e clientes para a fábrica.
Por fim, sugeriu que a discussão sobre a municipalização fosse tratada com a Procuradoria Jurídica de Sumaré, para analisar os aspectos legais que possam dar suporte a essa medida.

Ajuda urgente
Os trabalhadores insistiram com o secretário que, devido aos problemas urgentes que estão passando, a Prefeitura tem que encaminhar alguma medida de apoio material e/ou financeiro imediatamente, senão todas as boas propostas levantadas ficarão apenas nas idéias.
Afinal, está em jogo a continuidade da fábrica ocupada Flaskô e os atuais projetos comunitários da Associação dos Moradores do Parque Bandeirantes que são desenvolvidos nas instalações da fábrica.
No entanto, Alaerte colocou obstáculos jurídicos e formais para se fazer isso, mas, o camarada Pedro Santinho, coordenador do Conselho de Fábrica, lembrou que essas barreiras são frágeis, basta ter vontade política para superá-las. E citou como exemplo o envio de matéria-prima da Venezuela para as fábricas ocupadas brasileiras, que ocorreu devido aos laços de solidariedade de classe existentes e não necessariamente pelo respeito às regras do comércio mundial, dominado pelo governo dos EUA e as multinacionais.

Já o camarada Alexandre, advogado dos trabalhadores, argumentou que é possível encontrar base jurídica na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Constituição do Brasil e na própria Lei Orgânica do Município para respaldar legalmente uma ação efetiva e imediata da Prefeitura, cujo atual prefeito é do PT e candidato à reeleição.
Uma nova reunião será marcada e os trabalhadores da Flaskô esperam contar também com a participação do prefeito de Sumaré, José Antônio Bacchin.

Terça-feira, Agosto 19

Importante ato em SP para salvar os empregos no dia 02/09!

Ato em SP
Dia 02 de setembro, às 11h
na Superintendência do Ministério do Trabalho

Rua Martins Fontes nº 109, Centro

Saída da Flaskô, às 7h30
Rua 26, n. 300. Pque Bandeirantes. Sumaré/SP
(Km 107 da Rodovia Anhanguera, sentido capital - interior)

Diante da pressão e sabotagem patronal e da constante negativa do governo Lula em nos apoiar, estamos numa situação administrativa e financeira sem saída e seremos levados ao fechamento, mais dia, menos dia.
A responsabilidade não é dos operários, que vem fazendo de tudo para manter os empregos, salários e a produção. O responsável é o governo Lula, que comandou o ataque contra os trabalhadores da Cipla e Interfibra e agora joga a fábrica ocupada Flaskô aos leões do mercado capitalista.

Governo Lula joga fábrica ocupada Flaskô aos leões do mercado capitalista

Mais de um mês já se passou desde o Tribunal Popular (que julgou a intervenção federal nas fábricas ocupadas) e até agora o governo Lula não respondeu à sentença protocolada em Brasília.

Entre outras decisões, o júri popular reunido em Joinville/SC intimou o governo a devolver a Cipla e a Interfibra para os trabalhadores e a salvar os empregos na fábrica ocupada Flaskô de Sumaré/SP.

Mas, nem uma coisa, nem outra. O interventor federal continua a mandar e desmandar na Cipla e Interfibra, sem pagar um centavo da dívida com o INSS (utilizada como desculpa para a ação militar-fascista disparada contra o Movimento das Fábricas Ocupadas), enquanto a situação dos trabalhadores da Flaskô segue cada vez mais dramática.

Dificuldades alcançam nível máximo

Após cinco anos de controle operário na Flaskô, é possível listar inúmeras vantagens e conquistas em comparação à gestão patronal, porém, ao mesmo tempo, as pressões do mercado capitalista criam e avolumam as dificuldades no sentido de inviabilizar o funcionamento da fábrica, mais dias, menos dias.

As dívidas que os patrões deixaram como “herança maldita” para os trabalhadores foram empurradas para frente, na perspectiva de serem amenizadas ou solucionadas através de uma ação estatal que pudesse transformar o passivo da empresa em ativo do poder público e, assim, dar início à recuperação do parque fabril e dos direitos sociais e trabalhistas.

Nesse sentido, os acordos de parcelamento das dívidas com a Justiça do Trabalho e com a companhia de energia elétrica (CPFL), por exemplo, foram necessários para manter a fábrica aberta e seguir a luta pela estatização sob controle operário.

Porém, a disposição do governo Lula em organizar a intervenção federal e em financiar a burguesia nacional e as multinacionais com vultosos empréstimos, tira a estatização do cardápio e joga os trabalhadores da Flaskô aos leões do mercado capitalista.

Os operários sentem isso. A sabotagem patronal impõe limites ao faturamento da fábrica e assim mal se consegue pagar os salários. O orçamento fica comprometido com a CPFL, os agiotas e os empresários que comercializam os produtos Até os acordos parciais conquistados anteriormente deixaram de ser um alívio e entram no infernal círculo de estrangulamento administrativo/financeiro.

Enquanto a Mauser, multinacional alemã do setor plástico realiza fusões e aquisições com bilhões do BNDES para modernizar e concentrar a produção, a pequena e endividada Flaskô que se vire? Assim é impossível! Abandonar à própria sorte os operários que tocam uma fábrica para manter os empregos e os salários não pode ser considerado uma política séria para a classe trabalhadora! Afinal, como se vê, sem apoio estatal, nem os capitalistas sobrevivem!

Lula, você é o responsável!

Para sair dessa armadilha armada pelo governo Lula a pedido da burguesia, os trabalhadores da Flaskô irão se mobilizar novamente e solicitam a força de todos os apoiadores, partidos e parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora, sindicatos e movimentos sociais.

Um ato em SP está programado para o dia 02 de setembro, em um órgão público do governo federal para exigir uma solução para salvar os empregos. Que venha imediatamente dinheiro público para manter os postos de trabalho! Que venha matéria-prima! Que se reduza o preço da energia elétrica para a fábrica ocupada Flaskô!
Afinal, se nada disso for feito logo, o governo Lula ficará com mais uma mancha: a de ter levado a fábrica ocupada Flaskô ao fechamento, mesmo depois dos heróicos combates travados pelos trabalhadores.

ENTRE EM CONTATO ESTAMOS COM MUITAS DIFICULDADES DE MANTER O FUNCIONAMENTO DA FÁBRICA

POR FAVOR, ENTRE EM CONTATO CONOSCO PRECISAMOS DE SOCORRO IMEDIATO!
(19) 3864 2624 - (19) 3864 2580 - (19) 3864 2139
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Segunda-feira, Julho 28

NOVO FILME DO MOVIMENTO DAS FÁBRICAS OCUPADAS: "INTERVENÇÃO"

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA
Adquira o novo filme do Movimento das Fábricas Ocupadas: "INTERVENÇÃO". Um filme de Flávio Damiani e Armando Brosi. O filme conta a história do crime cometido pelo Governo Federal contra os trabalhadores das Fábricas Ocupadas Cipla, Interfibra e Flaskô, um golpe orquestrado por Luis Marinho e Lula, onde mais 150 policiais federais armados até os dentes com metralhadora, bombas de gás, spray de pimenta e tudo mais. O filme relata bem a situação, afinal, não poderíamos ficar calados diante a esse ataque. Assista, passe adiante realizando uma exibição em sua escola, bairro, sindicato, universidade, em qualquer espaço que puder, ajude-nos a denunciar esses crimes, pois não somos nós trabalhadores os criminosos e sim os poderosos. Entre em contato e agende um debate com os militantes trabalhadores das Fábricas Ocupadas, em qualquer lugar do mundo daremos um jeito de realizar esse debate, através dos grandes apoios que temos. Ligue: (11) 8235 5287 - (19) 9723 4695 - (19) 3864 2625 / 3864 2580 / 3864 2139

Segunda-feira, Junho 23

UM MUITO OBRIGADO A TODOS E TODAS QUE PERTICIPARAM DO ENCONTRO DE 5 ANOS DE CONTROLE OPERÁRIO NA FÁBRICA OCUPADA FLASKÔ

Nesse dia 21 realizamos um grande e importante Encontro na Flaskô, que aconteceu no Espaço Cultural Flaskô & Associação dos Moradores do Pq. Bandeirantes. Contamos a com a presença de cerca de 150 trabalhadores e trabalhadoras. Representantes do Mov. dosTrab. Sem Teto, Mov. Trab. Desempregados, Mov. Sem Terra, Juventude Revolução, Mov. Negro Socialista, Grupo de Rap A Família, Moradores de toda a região, Sind. dos Vidreiros de SP, Sind. Metalúrgicos de Campinas e região, Sind. Pesquisadores de Campinas, Sindicalista Joe Macharia do Quênia da África, John da Tanzânia, Julieta da Fábrica Ocupada Impa na Argentina, Trabalhadores demitidos da Cipla na intervenção, Mandato popular da vereadora Marcela do Psol Campinas, Arí representante do Senador Suplicy, Sind. Trab. Da Unicamp, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da Unicamp, Universidade Popular, além muitos camaradas que não estavam presentes, mas ajudaram a acontecer o Encontro, e que sempre contribuíram para que a Flaskô permanecesse aberta e produzindo sob controle operário, todos grandes combatentes da classe trabalhadora.
O Encontro foi transmitido ao vivo pela Rádio Luta 102,1 FM, Rádio que a Flaskô colocará no ar em breve, só precisamos dar os último encaminhamentos. Apresentamos a situação atual da Fábrica: falta de crédito para manter a produção, energia elétrica com valores astronômicos, maquinários cada vez mais sucateados, processos judiciais nos apertando, mais leilões, matéria-prima caríssima e muitas outras de dificuldades. Apelamos aos nossos camaradas de luta, apesar de sempre nos ter apoiado, precisamos de ajuda mais do que nunca, a Flaskô pode fechar a qualquer momento!
Além de todo o ataque contra o Movimento das Fábricas Ocupadas, podemos morrer “afogados depois de ter nadado tanto”. Não temos como manter a fábrica sem dinheiro, crédito e melhorias nas máquinas que já eram velhas quando tomamos a Fábrica, imaginem agora cinco anos depois. Vamos para o Tribunal Popular em Joinville/SC com a convicção que temos que tirar uma resolução de ir com toda força a um enfrentamento para salvar uma das últimas trincheiras do Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil, a Flaskô, que está por um fio! No Tribunal vamos julgar os crimes que o Governo Federal cometeu contra nosso Movimento, destruindo as Fábricas que os trabalhadores tanto lutaram para manter aberta produzindo, salvando seus postos de trabalho. Participem do Tribunal Popular em Joinville dias 4 e 5 de julho de 2008.
Mais uma vez agradecemos os grandes combatentes da classe trabalhadora que sempre nos apóia.
Contatos: (19) 3864 2139 – 3864 2580 – 3864 2624
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br

Quarta-feira, Junho 18

NÃO DEIXEM DE PARTICIPAR DO ENCONTRO 5 ANOS DE CONTROLE OPERÁRIO NA FLASKÔ, PRECISAMOS DE VOCÊS


Foto da Assembléia Geral no dia em completamos 5 anos de Ocupação

Aos camaradas e as camaradas
A Assembléia Geral dos Trabalhadores da Flaskô (fotos em anexo) reforça o convite para que todos participem do Encontro de Cinco Anos de Controle Operário e Luta pela Estatização e o Socialismo, dia 21 de junho, neste sábado, a partir das 9h, no Espaço Cultural Flaskô – Associação dos Moradores do Parque Bandeirantes (antigo restaurante).

Além de marcar essa data histórica com debates e exibição de vídeo e fotos, vamos encaminhar propostas para a continuidade de nossa difícil batalha pelos empregos, direitos, parque fabril, moradia e um futuro digno para nossa comunidade.

O Encontro na Flaskô também é uma atividade de preparação ao Tribunal Popular para Julgar a Intervenção Federal na Cipla e Interfibra, dias 04 e 05 de julho de 2008, em Joinville/SC.

Acesse o blog para saber mais e ler as novidades:
www.tiremasmaosdacipla.blogspot.com

Encontro na Flaskô
Dia 21 de junho, neste sábado
A partir das 9h
Endereço:
Rua 23, n. 300. Pque Bandeirantes – Sumaré/SP.
Km 107 da Rodovia Anhaguera

Contatos:
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br
(19) 3864-2624 (19) 3864 2139 (19) 3864 2580 (19) 8164 1971

Sexta-feira, Junho 6

Vitoriosa Conferência Internacional

No dia 31 de Maio, mais de 200 ativistas de oito estados brasileiros (Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), além de convidados internacionais da Argentina, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Angola, Tanzânia, Quênia e Estados Unidos lotaram o Auditório Franco Montoro, da Assembléia Legislativa de SP (ALESP), na Conferência “Tirem as Mãos da Venezuela” que articula a solidariedade à revolução venezuelana.Companheiros da Venezuela, Bolívia, Paraguai e Argentina ajudaram a explicar a real situação da luta de classes na América do Sul e a importância do processo revolucionário em curso na Venezuela para os trabalhadores e povos da região, que sofrem com a exploração imperialista.A luta de classes na Venezuela, os avanços, perigos e contradições da revolução foram avaliadas por Elio Colmenares, ex-ministro da Indústria Ligeira e Comércio, por Ruben Linares, presidente da Federação Nacional dos trabalhadores no transporte de combustíveis e da coordenação da central UNT (União Nacional dos Trabalhadores) e por Nélson Altuve, representando o Conselho de Fábrica da Inveval - fábrica sob controle operário estatizada pelo governo Chávez em 2005 - e a FRETECO (Frente Revolucionária de Trabalhadores de Empresas em Co-gestão e Ocupadas).Já o companheiro Andrés Mamani, falou em nome da FSTMB (Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros da Bolívia) e trouxe a saudação da COB (Central Operária Boliviana) enviada pelo companheiro Pedro Montes, Secretário Executivo. Explicou ainda que os capitalistas e oligarcas da Bolívia tentam dividir a nação (pretensa autonomia dos departamentos) como forma de derrotar o processo revolucionário. Andrés também explicou os mineiros criticam Evo Morales por não se apoiar nos mineiros e na classe trabalhadora organizada para garantir e avançar a mudança social, mas que acaba lançando camponeses contra o movimento operário e que isto debilita o processo revolucionário e tem permitido os avanços da direita.Do Paraguai o companheiro Bernardo Rojas, presidente da CUT-Autêntica (a maior central sindical do país), destacou a importância da vitória eleitoral de Fernando Lugo à presidência, como fruto da insatisfação popular com os 61 anos de Partido Colorado no poder e expressão da situação revolucionária da América Latina que chegou ao Paraguai. Também chamou à atenção para a necessidade de renegociar o injusto tratado da Hidrelétrica de Itaipu.Já a companheira Júlia, da IMPA (metalúrgica argentina sob controle operário desde 1998), falou sobre a importância do movimento das fábricas recuperadas e da recente e vitoriosa luta que travaram para retomar a fábrica, após um despejo judicial violento.O companheiro Serge Goulart, Coordenador do Movimento das Fábricas Ocupadas, ressaltou que neste dia (31 de maio) fazia um ano que o governo Lula havia pedido e comandado a invasão policial militar das Cipla e Interfibra, fábricas controladas pelos trabalhadores. Sob a falsa alegação de cobrar uma dívida dos antigos patrões Lula e Luis Marinho mancharam para sempre suas mãos e sua história mandando a polícia armada até os dentes contra trabalhadores.Ressaltou Serge Goulart que, entretanto, a coalizão de Lula com os capitalistas fracassou em tentar liquidar a luta extraordinária destes trabalhadores pela estatização das fábricas. Eles tomaram militarmente as fábricas expulsando os trabalhadores, mas ao invés de matar o movimento eles o tornaram imortal, transformando-o numa bandeira vermelha que eles não poderão nunca apagar da história.A Conferência recebeu a participação e integração na campanha do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Casa das Américas além de outras organizações, núcleos do PT, e associações ligadas à luta de solidariedade revolucionária internacional.Na hora do almoço, jovens organizados na JR (Juventude Revolução) se reuniram no plenário para encaminhar a organização de um acampamento nacional de jovens pela revolução em Julho que, dentre outras questões, tratará da Revolução na América Latina e da agressão/invasão do imperialismo na Amazônia.Um momento importante foi a discussão sobre o financiamento da própria conferência. A partir de um apelo dos organizadores os presentes contribuíram com diversos valores. O total arrecadado terminou de cobrir todas as despesas da Conferência. Foi uma verdadeira demonstração de independência financeira, base da independência política dos socialistas revolucionários.Encaminhamentos da campanha TMVDurante a tarde, uma mesa representando as delegações e organizações nacionais presentes levantou propostas para a continuidade da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”. A palavra também foi aberta ao plenário, o que resultou num rico debate. Destaque para as intervenções de Megan Hise, ativista dos EUA que se colocou contra o imperialismo e a guerra no Iraque e para a camarada Verônica, da Argentina, que falou em nome da Corrente Marxista “El Militante”, seção da CMI (Corrente Marxista Internacional).Entre as propostas está a formação de uma delegação brasileira para ir à Venezuela no período das eleições para prefeito e governador no país e reunir-se com Chávez convidando-o a vir ao Brasil na Conferencia “Tirem as mãos da Venezuela” de 2009. Esta delegação levará seu apoio às candidaturas do PSUV que enfrentarão mais uma pesada campanha dos reacionários venezuelanos dirigidos pelo governo dos Estados Unidos.Outra proposta é de que todos os presentes se dirigissem ao Governo Lula para que ele reveja o acordo de Itaipu de forma que pare de lesar a soberania do povo paraguaio irmão.Para ampliar a campanha decidiu-se, ainda, a realização de conferências estaduais e locais no segundo semestre de 2008 em todo o país.Uma homenagem foi prestada pela Conferência com intermináveis aplausos saudando a companheira Lili que, com seus 84 anos, participou de toda a Conferência trazendo a todos sua longa tradição de militante comunista e petista de muitas décadas.Encerrada com muitas palavras de ordem todos os presentes eram unânimes em ressaltar o êxito e o extraordinário clima militante e combativo da Conferência.

Quarta-feira, Maio 28

ÚLTIMO CHAMADO - INSCREVA-SE: Conferência Nacional: "Tirem as Mãos da Venezuela"

A Conferência da Campanha Internacional “Tirem as Mãos da Venezuela” acontece no dia 31 de maio, sábado, no Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa de SP, a partir das 9h30.

Delegações de vários estados do país se preparam para participar e já está confirmada a presença de companheiros da Venezuela, Bolívia, Paraguai e Argentina.Da Venezuela virão militantes da FRETECO (Frente de Trabalhadores em Empresas em Co-gestão e Ocupadas) e da UNT (União Nacional dos Trabalhadores – central sindical).Da Bolívia, confirmaram: dirigentes da Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros (FSTMB), da Confederação Operária (COB), além de um deputado da Assembléia Nacional pelo MAS (Movimento ao Socialismo, partido do presidente Evo Morales).Do Paraguai virão representantes das fábricas ocupadas de lá (Cerâmica Cerro Guy e Itagua), da CUT - Autêntica (central sindical) e do PMAS (partido de esquerda integrante da coligação que elegeu Fernando Lugo presidente).Já da Argentina, estarão presentes companheiros da IMPA, metalúrgica sob controle operário desde 1998, e da Tendência Marxista “El Militante”.

Isso revela que a Campanha “Tirem as Mãos da Venezuela” vem se espalhando e ganhando força no Brasil e na América do Sul, afinal, existe a necessidade de entender e divulgar o que realmente se passa em nosso continente.E é através desse trabalho de conscientização que a Campanha Internacional TMV tem agregado militantes, trabalhadores e jovens de dezenas de países, para defender o processo revolucionário em curso na Venezuela e na América Latina dos ataques e calúnias desenvolvidos pelo imperialismo, com o apoio das burguesias locais.Participe da Conferência!Fortaleça a Campanha Internacional “Tirem as Mãos da Venezuela”!
Contamos também com a presença de sindicalistas e estudantes do continente africano do Quênia, Tanzânia e Uganda. Também representante sindicalista dos Estados Unidos. Além de representantes de diversos estados do Brasil.
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Dia 31 de maio de 2008, a partir das 9h30
No Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa de SP
Av Pedro Álvares Cabral, 201 (em frente ao Parque do Ibirapuera)
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Convocam:Movimento das Fábricas Ocupadas, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Deputado Estadual Raul Marcelo (PSOL), Vereador Breno Cortela (PT – Araras/SP), Vereadora Marcela Moreira (PSOL – Campinas/SP), Vereador Adílson Mariano (PT – Joinville/SC), Movimento Negro Socialista (MNS), Juventude Revolução (JR), Esquerda Marxista (EM), Belo pela Confederação Nacional dos Químicos da CUT e Roque Ferreira pela Federação Nacional Independente dos Trabalhadores Sobre Trilhos da CUT.
Contatos:(11) 3615-2129
(19) 3864-2624
tiremasmaosdavenezuela@yahoo.com.br
Visite os sites da CampanhaTMV:
www.tiremasmaosdavenezuela.blogspot.com
www.handsoffvenezuela.org
www.manosfueradevenezuela.org
www.flasko.blogspot.com

Quinta-feira, Maio 15

CLICK NA FIGURA ABAIXO E PARTICIPE DO ENCONTRO NA FLASKÔ


Quarta-feira, Maio 14

Trabalhadores da IQT ocupam a fábrica exigindo pagamento de salários e a manutenção dos postos de trabalho

Taubaté, 13 de maio de 2008
A IQT (Indústrias Químicas de Taubaté) praticamente fechou as portas, pois demitiu ontem os 107 funcionários sem pagar as verbas rescisórias ou sinalizar uma data para quitar os débitos trabalhistas. Cerca de 100 trabalhadores, da produção e do setor administrativo, que estão há dois meses sem receber salários ocuparam a fábrica, hoje às 14h00’, para exigir o pagamento dos salários, o cumprimento dos acordos com o Sindicato dos Químicos, a 2º parcela da PLR do ano passado e a manutenção dos postos de trabalho.

A empresa concedeu duas licenças remuneradas que não foram pagas. A segunda esgotou ontem, quando se esperava o pagamento dos passivos trabalhistas e a volta ao trabalho. No entanto, a empresa anunciou as demissões, mas não falou nada sobre os pagamentos devidos e verbas rescisórias.

A IQT tem um histórico de descumprimento de direitos trabalhistas que vão desde a falta de EPI (Equipamentos de proteção individual) ao não pagamento de salários e demissão de sindicalistas. Este ano, já houve vários atrasos nos pagamentos. A empresa estava piorando as já precárias condições de trabalho.

O problema da IQT não é a falta de matéria-prima, mão-de-obra qualificada ou mercado para os seus produtos. O que acontece é uma briga de sócios. Um deles desfalcou a empresa. A situação foi parar na Justiça e agora virou briga de liminares.

Os trabalhadores não podem sofrer as conseqüências do desastre administrativo, do desvio de recursos e briga de liminares. Os trabalhadores pagam proporcionalmente mais impostos e tarifas que as empresas. Ao contrário, a IQT não pagava as contas de energia elétrica e teve que recorrer a liminar para voltar ao fornecimento do serviço. Exigimos que a prefeitura e as autoridades do Estado tomem providências imediatas para evitar o fechamento da empresa e a perda dos postos de trabalho.

Os trabalhadores, lesados pela empresa, recorreram à ocupação pacífica das instalações da empresa IQT como último recurso para tentar evitar o fechamento da planta e retirada do maquinário e garantir o pagamento imediato dos salários, direitos, e a manutenção dos postos de trabalho. Solicitamos a todas as entidades democráticas moção de apoio aos trabalhadores da IQT e a suas justas reivindicações.

Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região
Fax e e-mail, enviar para:

12-3921-8177
quimisjc.jur@uol.com.br

Segunda-feira, Maio 12

Movimento Negro Socialista (MNS) realiza Encontro Nacional


Um entusiasmado Encontro do MNS faz um balanço de atividades e organiza a continuidade da luta contra o racismo e o pretenso Estatuto da Igualdade Racial

O capitalismo traz o racismo como a nuvem traz a tempestadeMano não Mate! Mano não Morra!Paz entre nós! Guerra aos Senhores!Reunidos em São Paulo, na Terceira Reunião Nacional, convocada pelo Movimento Negro Socialista, 104 militantes anti- racismo vindo de 10 estados brasileiros constamos que nos últimos três anos a luta do MNS de combate ao racismo e à implantação das leis raciais deu enormes passos a frente. E foi um importante elemento para impedir até agora a aprovação destas leis que podem desgraçar a nação e provocar uma catástrofe racista no Brasil.Iniciadas no governo Fernando Henrique Cardoso e aceleradas no governo Lula, sob o impulso do imperialismo EUA e da socialdemocracia internacional, através da ONU e da Conferencia de Durbhan, a implantação das ditas políticas afirmativas (Cotas para negros) encontra seu auge no projeto de lei chamado “Estatuto da Igualdade Racial”, que pretende dividir o povo brasileiro em “etnias” e implantar documentos de identidade raciais cujo único paralelo conhecido são os “passaportes” negros da África do Sul (Azânia) do Apartheid, do “Congo Belga” (atual Ruanda) com as conseqüências horrorosas que conhecemos ou a monstruosidade do “passaporte” judeu imposto pelos nazistas.Nós, que combatemos pela igualdade e pelo socialismo, não podemos aceitar isso. Declaramos nossa oposição irredutível a todas às políticas que pretendem dividir e enfrentar entre si a classe trabalhadora e os oprimidos com o objetivo de esconder a política de exploração e opressão aplicada pelos governos a serviço dos capitalistas.Falam em cotas para negros em nome da igualdade, mas entregam bilhões de dólares aos banqueiros, especuladores e multinacionais e se recusam a implantar Educação e Saúde Públicas e de qualidade para toda a população. O governo acaba de anunciar brutais cortes de gastos nas áreas sociais ao mesmo tempo em que anuncia a desoneração fiscal e financiamento subsidiado de mais de 30 bilhões de reais para os empresários. Bilhões para os capitalistas, privatização e sucateamento dos serviços públicos para o povo trabalhador e, portanto para os negros pobres.Mel para os especuladores com os juros mais altos do mundo e esmolas e leis divisionistas para os trabalhadores e os negros.Nosso ideal não é de criar uma pequena camada social de negros “bem de vida” integrados ao sistema capitalista, mas a luta para realizar a verdadeira igualdade e a felicidade para milhões e milhões de homens e mulheres, qualquer que seja a cor de sua pele, e que hoje são lançados uns contra os outros e de sofrimento a outro em nome da “ordem e do progresso” para os capitalistas e seus serviçais. Combatemos a falsa idéia de “raças humanas” criada pelos fascistas e pretensos cientistas.Nosso ideal é a igualdade entre os seres humanos, que só pode ser conquistada verdadeiramente com o fim do regime da propriedade privada dos meios de produção e o controle efetivo e democrático da sociedade pelas maiorias trabalhadoras.Só a luta dos oprimidos faz recuar os opressores. Como negros e combatentes contra o racismo somos conscientes de que a importante conquista da Abolição foi fruto de duras lutas, mortes e insurreições escravas, do esforço dos republicanos abolicionistas e mesmo uma necessidade para o desenvolvimento do capitalismo. Demos um passo. Mas, fomos atirados nas ruas porque se impediu a Reforma Agrária e o capitalismo vive da exploração de nossa força de trabalho nas cidades e no campo.Nada temos a ver com as ONGs, que financiadas por governos e empresas, estão a seu serviço para fazer a felicidade de seus dirigentes mesmo arriscando mergulhar o país numa catástrofe. Nada temos a ver com intelectuais, religiosos, políticos e instituições financiados pela Fundação Ford, dos EUA, que estão a serviço das políticas racialistas para esconder e desviar a atenção da falta de vagas, de saúde arrasada, de emprego, de direitos e de criminalização dos movimentos sociais ocasionada pela política capitalista do governo.Somos um movimento independente dos burgueses e dos governos e nos orgulhamos de recolher nosso financiamento entre os trabalhadores e jovens que se reconhecem em nossa luta. Nosso compromisso é com o fim de toda opressão e exploração e com o futuro da humanidade.Dirigimos-nos a todos os que reivindicam representar o povo brasileiro, a todos os que reivindicam a democracia e a igualdade, a todos os que reivindicam o socialismo, e lhes dizemos:Está em suas mãos evitar o pior. Está em suas mãos recusar este pretenso “Estatuto da Igualdade Racial”, que vai lançar nossos filhos e netos uns contra os outros, enquanto cresce a miséria causadora de todos os males.Dirigimos-nos à juventude negra, aos trabalhadores e trabalhadoras, aos negros e negras tão sofridos, para que se organizem e se mobilizem para impedir as leis racialistas e para combater o racismo em todas as suas formas. Convocamos nossos companheiros para denunciar o massacre e o extermínio racista praticado pela polícia nos bairros pobres, onde os principais “suspeitos” e vítimas são negros e jovens. Convocamos nossos irmãos de dor e de luta para denunciar a ação dos narcotraficantes que dizimam nossa juventude com suas drogas e suas armas.Os governantes organizadores do “Caveirão”, no RJ, e os bandos criminosos armados, são duas faces da mesma moeda, assim como são gêmeos o racismo e capitalismo, como disse o negro socialista Steve Biko.Convocamos todos nossos irmãos de luta na juventude e na classe trabalhadora, do campo e da cidade, convocamos todos aqueles que se organizam e se reconhecem na luta do Movimento Negro Socialista a gritar bem alto em todo o Brasil:
Mano não Mate! Mano não Morra!- Paz entre nós! Guerra aos Senhores!São Paulo, 10 de maio de 2008.

Sexta-feira, Abril 18

ATAQUE A CLASSE OPERÁRIA DA ARGENTINA

Reprimiram aos trabalhadores de IMPA e a colegas da ANTA-CTA, que acompanham a luta

No dia da data, 17 de abril de 2008, sucederam-se feitos de repressão policial contra os trabalhadores da empresa recuperada IMPA e contra todos os colegas da Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados-CTA, que acompanham a luta pela manutenção da fonte de trabalho mantida de forma autogestionada por parte dos trabalhadores de dita fábrica.
Para centextualizar cabe esclarecer que a empresa autogestionada IMPA tem estado em concordata de credores desde 1997 e pagou o 90% da dívida. Ainda que tendo chegado a um princípio de acordo, faz menos de uma semana, com duas de seus credores, o juiz que entende na causa resolveu pelo despejo de IMPA sem mediar nenhum tipo de negociação prévia e desconhecendo por completo as tratativas e acordos obtidos com ditos credores já citados.
Assim é que ordenou o despejo pela força da fábrica, o qual se concretizou na terça-feira 15 de abril de 2008, às 22 hs. É assim que no dia de ontem, 16 de abril de 2008, se juntou um nutrido grupo de trabalhadores autogestionados em apoio da fonte de traalho dos colegas de IMPA, e pela continuidade trabalhista dos mesmos na empresa que souberam recuperar e pôr novamente em funcionamento faz anos atrás.
E neste dia, e para não sair de seu costume, a Polícia Federal reprimiu ferozmente a todos os colegas que mantinham a vigília na porta da fábrica. Sem mediar nenhuma provocação por parte dos colegas, senão simplesmente a pressão provocada pela presença no lugar e por manter viva consigna-a de que “IMPA é dos trabalhadores”, é que a polícia começou sua provocação e repressão mediante os chorros de sua carroça hidrante ao que continuou com os disparos de balas de borracha e gases lacrimógenos sem lhes importar para nada que dessa maneira podiam ferir gravemente, dado o estreito das ruas da zona, não somente aos colegas que estavam ali senão que também aos vizinhos que conhecem e apoiam aos trabalhadores de IMPA.
O resultado da feroz repressão é que detiveram a 35 colegas, dos quais 20 são de IMPA e 15 de cooperativas pertencentes a ANTA ( Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados).
Por tudo isto solicitamos a todas as organizações, que estejam na senda da luta dos trabalhadores e pela reivindicação e defesa de seus postos de trabalho e por seus direitos, que difundam o sucedido da maneira o mais amplamente possível e também estar atentos a que SE TOCAM A UM NOS TOCAM A TODOS.
Muito obrigado por sua atenção e abraços para todos.

Quarta-feira, Abril 9

TRABALHADORES NA ARGENTINA NO PIQUETE POR SEUS DIREITOS

Os colegas de Motomel (San Nicolás) estão desempregados desde a quinta-feira da semana passada. Sobre uma fábrica aproximada de 500 trabalhadores, somente está funcionando com 10%.

No dia 3 de abril realizaram uma nova assembléia para decidir como continua o conflito, e o que é necessário para ampliar a solidariedade, com o apoio e a divulgação.

SALÁRIO MÍNIMO DE 1600 $, JÁ!
NENHUMA DEMISSÃO!
TODOS TRABALHADORES DA EMPRESA PERMANECEM!

A bronca acumulada de meses, produto do aumento da cesta básica de alimento, do transporte público, etc.; que junto com à realidade que dia a dia suportamos os trabalhadores dentro da fábrica fez que disséssemos BASTA a esta situação.

- Os intermináveis ritmos de produção.
- As intermináveis jornadas trabalhistas.
- A implementação de bracelete na tentativa de aprofundar a disciplina
- A falta de higiene e segurança.
- A carência de um verdadeiro serviço médico.
- A precarização de colegas (terceirização) que fazem o mesmo trabalho e não são parte de fábrica diretamente, que representa a base do hartazgo da cada um de nós.

Por tudo isso, precisamos avançar ainda mais na representação em cada setor. Por isto achamos que devemos eleger delegados por seção e ganhar maior participação e democracia dentro da fábrica.

Camaradas: “Não podemos seguir assim, temos que entender que não somos animais, senão trabalhadores”.

É por isto que chamamos cada um a defender coletivamente nossa fonte de trabalho e nossa dignidade. Chamamos todos os companheiros a nos organizar por cada uma das demandas pedidas:

SALÁRIO MÍNIMO $1600, JÁ!
NENHUMA DEMISSÃO!
TODOS TRABALHADORES DA FÁBRICA PERMANECEM!
POR UM PLANO DE SEGURANÇA E HIGIENE DENTRO DA FÁBRICA!
POR REFEITÓRIOS E VESTUÁRIOS!
NÃO AO CONTROLE POR MÉDIO DO BRACELETE!
AVANCEMOS NA PARTICIPAÇÃO POR SETOR, COM DELEGADOS DE BASES!

TRABALHADORES UNIDOS DE MOTOMEL

Como informávamos na nota que publicamos no dia quarta-feira, os trabalhadores da Motomel estavam há vários dias em greve exigindo aumento salarial e melhores condições de trabalho (carecem de vestuários, devem comer junto às máquinas porque a empresa não possui de refeitório, etc.). Mas longe de dar uma alternativa aos trabalhadores, a patronal decidiu "temporariamente" fechar a fábrica (lock-out), mandou 100 telegramas de demissões.

Esta é a maneira em que se respeitam os direitos democráticos dos trabalhadores neste sistema capitalista, e demonstra a hipocrisia sobre a "democracia" e a "liberdade" de que tanto se orgulham o governo e os políticos do sistema; mas que não pode ocultar a existência da ditadura e o terror patronal que existe em todas as fábricas.

Como é habitual, os dirigentes sindicais (neste caso da UOM de San Nicolas), se faz prescindíveis nos conflitos entre os trabalhadores e os patrões. É por tudo isto que lhes pedimos a todos os colegas que possam se acerquem ou mandem mensagens de solidariedade aos trabalhadores de Motomel.

Os trabalhadores estão acampados em frente à porta da fábrica e estudam ações para encarar a luta contra as demissões e o fechamento patronal. Os colegas do ESB de Rosario vão esta manhã conversar com os colegas para pôr-nos a sua disposição e ver de que forma podemos os ajudar neste conflito, como o vimos fazendo já há alguns dias.

Podem mandar seus e-mails de solidariedade a:
mail: trabajadoresdemotomel@live.com.ar

Terça-feira, Abril 1

TOTAL APOIO À OCUPAÇÃO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO - CAMPINAS

Foto: Fernando Gomes Martins
Na madrugada do dia 28 para o dia 29, cerca de 300 famílias ocuparam uma área em Campinas na Av. das Amoreiras, próximo ao Jd. Maria Rosa, a ocupação faz parte da Jornada nacional de ocupações urbanas, construídas com movimentos sociais de outros estados do país. Além de campinas, foram ocupadas também pelo MTST, uma área em Mauá e Embú das Artes.A proposta da Jornada é de retomar a luta por uma vida digna, com boas condições de moradia, saúde, educação, trabalho entre outras coisas, exigindo uma Reforma Urbana que possa propiciar ao povo pobre a construção de uma outra. E também demandar ao governo federal a destinação das verbas do PAC para a construção de moradias populares e não de grandes obras, ou empreendimentos imobiliários.As três ocupações se mantém no local, e crescem. Em campinas a área de cerca de 160 mil metros quadrados, é uma área particular de uma família de 8 donos que devem ao poder publico 10 anos de IPTU, cerca de 2,5 milhões de reais, é uma área que estava ociosa a mais de 20 anos e improdutiva.O MTST reivindica que a área seja desapropriada pelo município e destinada à construção de moradias populares.Os donos tentaram entrar na justiça com o pedido de reintegração de posse no dia seguinte à ocupação, mas o juiz desconsiderou a urgência do caso e considerou as provas insuficientes. Hoje, a ocupação completa quatro dias, e não se tem mais noticias sobre a reintegração de posse.Campinas é uma cidade onde existem grandes extensões de terras ociosas, e 400 mil famílias vivem em áreas não regularizadas, alem de 36 mil habitantes que esperam a anos na fila da COHAB, sem ter a onde morar. Nós acreditamos que a vida vale mais do que a propriedade privada, portanto não podemos permitir que famílias que vivam em beiras de rios e esgotos, junto a ratos e doenças enquanto governantes moram em palácios e andam de carros importados.Infelizmente nesta sociedade que vivemos onde manda quem tem dinheiro, a única forma dos trabalhadores garantirem seus direitos constitucionais é lutando nas ruas e exigindo organizadamente dos representantes eleitos, uma administração que garanta para o povo pobre sua dignidade, e não aos ricos sua segurança de ter ao fim do mês mais riqueza acumulada. Também por isso apoiamos todas as lutas dos trabalhadores e acreditamos que é fundamental a unificação dos lutadores neste momento de ataque ao povo pobre.

Natalia Szermeta

Coordenadora Estadual do MTST


Foto: Fernando Gomes Martins

Foto: Rafael Prata

Segunda-feira, Março 17

Participe do debate sobre a revolução na América Latina - clique na imagem abaixo para ampliá-la


Quinta-feira, Março 13

SEDE DO IBAMA FOI OCUPADA - CONTRA BARRAGEM NO VALE DO RIBEIRA


Aconteceu uma manifestação ontem de manhã na sede do IBAMA, em São Paulo, a favor da preservação do Vale do Ribeira.
Depois de duas negativas do IBAMA, a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) conseguiu a Licença Prévia para a construção de uma Usina Hidrelétrica que, quando pronta, vai alagar uma região ocupada por mais de mil famílias.
Seis entidades ecológicas, entre elas a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Socioambiental (ISA), centrais sindicais e movimentos sociais, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), divulgaram uma carta aberta na qual repudiam o projeto. Nós também estávamos presentes. De acordo com o ISA, ao emitir o parecer recomendando a licença prévia, o Ibama deu o primeiro passo para a construção da hidrelétrica que, se construída, afetará o modo de vida das populações do Vale do Ribeira, destruirá áreas protegidas, inundará cavernas e afetará o regime hidrológico do manancial. Os ambientalistas alegam ainda que a usina gerará energia exclusivamente para a CBA, não havendo interesse público na obra.
Nós do Movimento das Fábricas Ocupadas estamos em total solidariedade aos camponeses, caiçaras, quilombolas, em fim, de toda população local do Vale do Ribeira. Ninguém vai destruir uma reserva natural de patrimônio da humanidade, a classe trabalhadora não vai aceitar nunca! Estamos em total alerta para combater contra os interesses da destruição do capitalismo, que nunca mede as consequências só pensam em $$$$$$$$$$.


Quarta-feira, Fevereiro 20

Trabalhadores ocupam a Fábrica Ceralit, em Campinas-SP e querem voltar a produzir sem o patrão


A Ceralit fica em Campinas (SP) e produz ceras e óleos usados como matéria-prima em vários ramos industriais. Há cerca de 200 trabalhadores atualmente e já há alguns anos o patrão não paga corretamente os salários e direitos. O maquinário é antigo e o risco de acidentes é permanente. Porém, há também um setor novo na fábrica para a produção de biodiesel, que está subutilizado.Os trabalhadores da Flaskô sempre apoiaram os companheiros da Ceralit e alguns já visitaram a fábrica ocupada para ver como se aplica a gestão operária. Em maio de 2007, diante da incompetência patronal, os próprios trabalhadores conseguiram fechar acordos de fornecimento de matéria-prima e venda de produtos, mas, conforme explica o Sindicato dos Químicos:“No dia 22 de dezembro último venceu o contrato com o fornecedor principal. Sem a matéria prima a produção parou, ficou impossível garantir os salários e houve o corte dos serviços prestados pelas concessionárias de água, luz e telefone. Este fornecedor garantia a entrega da matéria prima, pois estava interessado em comprar a Ceralit.No entanto, no dia 22, ele comunicou aos trabalhadores que a dívida de R$ 160 milhões supera o patrimônio da empresa, o que o levou a se desinteressar pela compra.Trabalhadores querem fazer a Ceralit funcionarCom a ocupação da fábrica, além de impedir uma tentativa patronal de retirar as máquinas e equipamentos, os trabalhadores pretendem fazer com que ela volte a produzir. Para isso, nos próximos dias manterão contatos com fornecedores de matéria prima e com empresas que consomem o que a Ceralit produz”.Toda força aos companheiros na defesa dos empregos, direitos e do parque fabril! Pela retomada da produção sob controle operário!Para ver a matéria no site do Sind Quim, acesse:
http://www.quimicosunificados.com.br/noticia_interna.php?id=562&id_secao=2







Quinta-feira, Janeiro 24

NOVO DOCUMENTÁRIO DA FLASKÔ - PRODUZIDO PELOS PRÓPRIOS TRABALHADORES EM JANEIRO DE 2008

Entrem em contato e adquira o Novo Documentário dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Flaskô, por R$ 15,00. Conheça e contribua para nossa luta, que não é fácil. O Documentário é uma produção dos próprios trabalhadores e editado por um grande apoiador da nossa luta: João Santolaia - trabalhador numa fábrica química em Valinhos. Militande da classe operária, guerreiro de chão de fábrica. Inclusive agradecemos publicamente o apoio deste camarada na edição de nosso vídeo.

Decidimos produzir este vídeo para denunciar o grande ataque que nosso Movimento sofreu em 2007, organizado pelo próprio Governo, entidades patronais e sindicatos vendidos, como o sindicato dos plásticos de Joinville - SC. Estamos tornando mais público a destruidora intervenção judicial que o Movimento das Fábricas Ocupadas sofreu, destruindo o controle operário nas Fábricas Cipla e Interfibra.

Mais destacamos também a resistência e a vitória dos pais e mães de família da Flaskô, que impediu a fraudulenta intervenção que tentaram impôr a nós.


Entrem em contato conosco e conheça nosso Documentário:

(19) 8164 19 71 - 3864 21 39 - 3864 26 24



VIVA A CLASSE TRABALHADORA, VIVA OCUPAÇÃO DOS GRANDES MEIOS DE PRODUÇÃO!


Metalúrgicos de Rio Claro (SP) enfrentam patrões e políticos para se manterem unidos

O Prefeito de Rio Claro (SP), Nevoeiro Júnior, do Partido Democrata (Demo) e seus aliados na Câmara de Vereadores resolveram entrar na briga contra os metalúrgicos de lá. Na última eleição para o Sindicato, os patrões apoiaram a formação de uma chapa que queria dividir a base de representação da entidade! O Sindicato de Limeira abrange outras cidades da região, mas os pelegos querem fundar um Sindicato em Rio Claro.Mesmo perdendo as eleições, a campanha de divisão continua. "Precisamos de uma representação maior dos nossos trabalhadores para evitar de se ver um filme que os rio-clarenses já conhecem do passado. O fechamento da Gurgel Motores e da Metalúrgica Alfa ainda estão na memória de todos. Tenho certeza da maturidade dos trabalhadores da nossa cidade, que abominam a postura autofágica sindical", disse o prefeito.Já o vereador Sérgio Carnevale (Demo) afirmou: “Do jeito que as coisas estão, em pouco tempo também vamos amargar a perda da Torque. Acredito que esta empresa vai se transferir para outra cidade, se as pressões dos sindicalistas limeirenses prosseguirem”.Categoria permanece unida!Porém, em assembléia com cerca de mil trabalhadores em dezembro último, os metalúrgicos rejeitaram a proposta e se mantêm unidos na região, como sempre foram, desde 1959! E o discurso dos políticos rio-clarenses não cola, afinal, a culpa pelo fechamento ou transferência de empresas não são dos operários e de suas organizações e sim da política desenfreada de lucro fácil promovida pelos patrões, que nem se importam com os direitos dos trabalhadores, com a produção ou em pagar os impostos para a cidade.Veja também a notícia no site do Sindicato de Limeira:

Sexta-feira, Dezembro 21

Nossa participação no ato pela Tarifa Social foi fundamental!

Foi muito importante nossa participação no Ato Público organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), por associações de moradores de seis bairros da periferia de Campinas, pelo Sindicato dos Metalúrgicos e também por parlamentares. Mostrou para a CPFL que não estamos nem um pouco sozinhos, pelo contrário existem organizações populares que vestem realmente a camisa da luta da Flaskô e que vão ajudar no que for preciso para a fábrica continuar aberta e sobre o controle democrático dos trabalhadores.
O Ato foi organizado por que existe uma lei que permite que todos que consomem menos do R$ 120,00 ou 220 kw de energia têm o direito a um desconto de até 65% na conta do mês, e as companhias se negam a cumprir a lei e ainda enganam os consumidores que procuram os seus direitos. Chegam a inventar que para ter o benefício é preciso estar cadastrado em programas sociais do governo, como o Bolsa Família, o que é pura mentira. O certo é ser automático: o consumidor que usa menos que R$ 120,00 por mês deveria ter direito ao desconto.
Sabemos que somente com a luta organizada podemos conquistar nossas reivindicações, tivemos um exemplo vivo neste Ato, a CPFL foi procurada por várias vezes pela população dos bairros de Campinas e foi exigido o cumprimento da lei da Tarifa Social e foi negado. Depois da manifestação eles ficaram de atender, mas somente as pessoas que fizerem uma autodeclaração, preenchendo uma folha com seus dados pedindo o desconto. Como as pessoas vão ficar sabendo que têm direitos a isso? Foi colocada na mesa de negociação uma proposta para CPFL divulgar nas contas de energia o direito à Tarifa Social, mas eles disseram que ainda vão analisar essa proposta, ou seja, é muito provável que eles não façam essa divulgação, pois a companhia só pensa em ganhar mais e mais dinheiro e não vão mostrar para os consumidores que eles têm direito ao desconto.
Mas vamos informar e fazer campanha sobre a Tarifa Social para que todos nossos companheiros e companheiras tenham acesso, pois somente com a solidariedade entre a classe trabalhadora poderemos vencer os “gananciosos” burgueses sanguessugas do sistema capitalista que manobram a lei com muita facilidade. Se não fosse a luta organizada que fizemos, a companhia não iria cumprir a lei!

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Dois dia depois fomos há uma mesa de negociação para pedir um parcelamento das contas da Fábrica...

CPFL vai analisar nosso pedido de parcelar as contas atrasadas em até 36 vezes
Os camaradas Pedro, Chaolim e Fernando, acompanhados pelos advogados Luana e Alexandre e também pelo vereador Paulo Búfalo (PSOL/Campinas) e pela Neusi da Associação de Moradores do Parque Bandeirantes representaram os trabalhadores da Flaskô nesta primeira reunião de renegociação das contas de luz com a CPFL.
Segundo a Dra Luana, “a reunião foi boa, foram feitos alguns cálculos em cima da nossa proposta de pagar 25 mil por mês até conseguirmos quitar a dívida em 3 anos. Agora, eles vão avaliar essa proposta para nos dar uma resposta”.
Fernando disse também que a CPFL reconheceu nosso esforço dos últimos meses, pois desde agosto estamos pagando certinho as contas do mês e mais R$ 20 mil do acordo anterior.
Chaolim também comentou na mesa de negociação que a CPFL vai receber se fechar acordo com os trabalhadores, mas que teria ficado sem receber nada se dependesse do antigo patrão.Agora vamos aguardar a resposta da CPFL, lembrando que isso é fruto da nossa mobilização! Sem ela, a CPFL com certeza iria embaçar nosso fim de ano. Como mostramos força e unidade, as negociações foram positivas. A luta continua!

Foto da Manifestação

Foto da Manifestação